As Aventuras De Um Casal Que Queria Acampar…

Tudo começa com pequenas pretenções à dois: uma viajem, a curiosidade de conhecer uns lugares novos, e derrepente o mundo é o limite. E quando a companhia não ta ajudando muito, o velho chimarrãozito quebra o galho! E lá vamos nós!

14 de junho de 2007

Roteiros 1

Outro lugar lindo pra conhecer acampando é São Francisco de Paula/RS, mais conhecido por São Chico! Além da paisagem, que deve estar linda nesse inverno, tem toda o sumo da cultura gaúcha.

Estamos fortemente inclinados a conhecer estas lindas paisagens, ficando eu receoso somente por um detalhe: As malditas lendas e histórias de bruxas e lobisomens…

Se tem uma coisa que eu detesto é assombração, do tipo que for.

Começando:

Assombração
Na fazenda de Seu Severino, nas proximidades de Várzea de Contendas, em Tainhas, distrito de São Francisco de Paula, ouvia-se, à noite, nos galpões, orneadas de "burro choro"; nas casas, choro de crianças, onda não havia crianças, galinhas dentro de bacias d’água batendo asas; nos pátios, ruídos de porcos virando pedras, trotear de cavalos e batidas das varas das porteiras, como se cada uma delas fossem abertas e soltas, individualmente.
Ao se verificar a origem dos barulhos, nada havia. Alguns achavam que eram "tesouros" enterrados por moradores antigos. Outros, diziam ser barulhos provenientes das "balastracas" (dinheiro), facas, garfos, colheres, espingardas, prata e ouro enterrados. Acreditavam que, quem encontrasse os tesouros, teria que mudar-se, porque não teria mais tranqüilidade.
Contudo, nenhum tesouro foi encontrado.

A Aparição
Tio Horácio e Sr. Antônio foram fazer uma roça na localidade de Padilha Velha.
João do Mato alertou-os para que não a fizessem no terreno em que existiu uma velha, assim como não deveriam, lá pernoitar, pois, à noite, aparecia uma mulher vagando, com velas na mão.
Fazendo pouco caso da estória, decidiram pernoitar na casa.
Uma certa hora, acordaram com um enorme clarão, e ouviram três gemidos. Levantaram muito assustados, ouviram também ruído de mato sendo derrubado. Correram para ver o que estava acontecendo e nada avistaram. Não havia nem vento.
Ao amanhecer, pegaram suas coisas e foram embora.
Nunca retornaram ao local, assim como ninguém mais teve coragem de fazer o mesmo, ficando a casa totalmente abandonada.

Bruxas
Noite de lua cheia. Gaúchos galopavam, tranqüilos por entre as coxilhas tropeando o gado. Em certo momento, resolveram parar para descanso, pois haviam feito um longo trajeto sobre o lombo dos cavalos, que suados, mal conseguiam continuar. Então, dois amigos recostaram-se próximo à fogueira, relembrando as aventuras já vividas. De repente, cochilaram e o gado começou a espalhar-se pelo campo.
Ao acordarem, olharam para o céu e viram perto da lua, velhas montadas em vassouras. Amedrontados, montaram em seus cavalos, e, galopando, seguiram até uma casa, onde o dono, percebendo o pavor em seus rostos, convidou-os a entrar.
Estando mais calmos, contaram o ocorrido. O velho escutou e disse-lhesque essas aparições eram de mulheres que pertenciam a grupos de bruxarias terríveis.
Contudo, se as pessoas carregassem alho e cebola consigo, não haveria a interferência malévola destas mulheres.

O Lobisomem I
Dona Rita conta que, quando garota, residia em uma fazenda, onde era costume as famílias reunirem-se à noite para conversar e contar "casos", ao redor de uma fogueira, feita nas ¨cozinhas de chão¨.
Numa destas noites, seu pai falou que um homem transformava-se em lobisomem, nas sextas-feiras enluaradas. Passava o dia agitado, e, à noite, espojava-se na cama de algum animal, adquirindo suas características.
Num lugar não muito longe da casa, havia um lagoão, e, ao passar por ali, certa noite, seu pai foi acompanhado por um enorme cão (lobisomem). Sua montaria ficou assustadíssima, assim como ele. Quando o lagoão terminou, a criatura não mais o acompanhou.
Na época, o fato passou a ser contado a todos os moradores da região, que por medo, passaram a evitar aquele lugar à noite.

A Noiva
Esta lenda conta que uma noiva iria se casar, por obrigação, sem possuir laços afetivos com o noivo.
Quando resolveu expor a situação ao noivo, este ao desmarcar o compromisso, rogou-lhe uma praga, dizendo que jamais iria se casar e que morreria afogada.
Na data em que ocorreria o matrimônio, a moça colocou seu vestido e dirigiu-se ao rio, onde havia um poço para abastecimento de água para a família, escorregou caindo dentro dele e vindo a falecer.
Passando algum tempo um pescador, que estava no local viu a imagem da noiva.

A Praga da Viúva
Em uma localidade haviam duas famílias. Numa delas existia uma viúva.
As duas famílias tinham plantação de trigo, sendo a da viúva mais exuberante e promissora.
Na época da colheita, a família visinha pôs fogo na plantação que se salientava.
Enfurecida a viúva rogou-lhes a praga:
"Quando vocês morrerem, a terra não há de lhes comer e vocês terão chifres iguais aos do diabo".
Passados alguns anos, a visinha da viúva faleceu, sendo enterrada por seus familiares com todo cuidado. No dia seguinte, os parentes foram ao cemitério e viram que o corpo morto estava sobre a terra. Apavorados, fizeram uma cobertura especial em sua lápide.
Com o passar do tempo, a prega foi se concretizando: nasceram chifres na cabeça da falecida, os quais eram cortados de ano em ano, para não ficarem expostos sobre a terra.

O Gritador I
Era um jovem muito maldoso que gostava de judiar dos animais. Era possuidor de um cavalo, no qual andava o dia inteiro, em disparada. Não o tratava como devia, nem ao menos dava-lhe água. Á noite deixava o pobre animal preso com uma corda curta, impedindo-o de escapar.
Sua mãe, vendo o animal ser surrado e maltratado, o que em pouco tempo o levaria à morte, esperou que seu filho dormisse e foi cuidar do cavalo. Após dar-lhe comida e água soltou a corda, permitindo desta forma, a sua fuga.
No outro dia, quando o jovem acordou, procurou o animal, não o encontrando.
Ao descobrir o que havia ocorrido, amarrou sua mãe, encilhou-a e montou, esporeando-a de tal forma que a fez chorar de dor.
A mãe rogou uma praga ao filho: ele haveria de gritar de dor, mesmo após a morte.
Na mesma noite em que o homem morreu, todos os moradores dos arredores ouviram gritos vindos dos abismos. Até hoje, dizem que nos Abismos do Macaco Branco, divisa com o IBAMA, em noites de lua cheia, ouve-se gritos inexplicáveis, como se alguém estivesse com uma dor insuportável.

O Rancho Mal Assombrado
Um senhor gostava muito de cavalgar pelos campos. Certo dia, depois de cavalgar a tarde toda, quando o sol já estava se escondendo, avistou um rancho de beira de estrada e decidiu fazer ali sua pousada.
Acomodou-se, fez fogo e começou a assar uma carne. Então ouviu uma voz e gemidos que vinham do sótão. As vozes diziam: " Vou cair, vou cair"…
O homem muito acostumado a acampar, não ligou e continuou a fazer seu churrasquinho. Referiu-se ainda às vozes: " Quer cair, caia". Então, caiu lá de cima, uma coisa parecida com uma bruaca, que em seguida, se transformou em um homem enorme.
Sentando-se ao lado do cavaleiro, espetou um sapo que trazia no bolso, começando a assá-lo.
O Cavaleiro disse: " Pode assar no meu braseiro, mas não encoste no meu churrasco". O enorme homem olhou para o cavaleiro e falou: " Você é um homem corajoso, por isso, quero que arranque aquela pedra e fique com o ouro, lá existente". Dito isto, um forte vento começou a soprar e ele sumiu.
O Cavaleiro arrancou a pedra e, para sua surpresa, lá estava uma panelinha cheia de ouro. Ficou bilionário. A partir de então, passou a acreditar em assombração.
Esse fato aconteceu em uma das muitas fazendas que existem, até hoje, em São Francisco de Paula, para o lado de Contendas.

Ta louco….

Talvez no verão a paisagem seja mais encorajante…

Postado por Alexandre Lopes

criado por anali.menezes    15:23 — Arquivado em: Sem categoria

Roteiros

Estavamos pesquisando lugares pra acampar, aqui mesmo no nosso Pampa Gaúcho. Tem muitos lugares interessantes, que fazem parte da história do nosso povo, e que ainda tem muita coisa para mostrar.

Tem a história das Missões, índios Tupi-Guaranis, que é linda e reproduzo um pouco aqui:

"A ocupação do território que hoje conhecemos como Rio Grande do Sul, remonta aproximadamente ao ano 10.000 antes da era cristã, no final da grande glaciação, quando animais gigantes sobreviviam da escassa alimentação do ambiente desértico e extremamente frio. Os primeiros homens a pisar neste solo, vieram da Ásia em intermináveis peregrinações que passavam pelo norte e o centro do imenso continente americano. Pequenos grupos, que sobreviviam da caça, da pesca e da coleta imprimiram sua marca nos abrigos rochosos da borda do Planalto e na confluência dos arroios do Rio Uruguai - entre eles o rio Ijui - disputando palmo a palmo a alimentação com os animais e consolidando as primeiras tradições paleoindígenas do Rio Grande do Sul. De 4 a 2 mil anos antes da era cristã, um longo período de transformações climáticas foi definindo o surgimento de novos grupos humanos e o desaparecimento de algumas espécies animais. A umidade e a temperatura atingiram seu grau máximo, criando uma paisagem tropical úmida. As geleiras derreteram e os rios passaram a ser caudalosos, os mares se elevaram chegando até as lagoas. A floresta subtropical invadiu os campos e os pinheirais se retraíram às partes mais altas do Planalto. Com a vegetação e alimentação farta, os grupos se expandiram e passaram a ocupar todo o território que abrange o cone sul.

É do final deste período, mais ou menos à 5 milênios que os Tupi Guarani saíram da Amazônia Peruana em direção ao Vale do Mamoré, dando início ao ciclo das maiores peregrinações que se tem conhecimento na história do nosso continente. Em 500 AC, impulsionados pela agricultura semi-nômade, pela canoagem, pela índole guerreira e principalmente pela busca do Ivy Mara Ey - a Terra sem Males, uma parte dos Guarani desceram o rio Madeira e ocuparam a Amazônia brasileira, outros seguiram o rumo do Jiparaná, povoando a Bacia do Prata, para, em seqüência povoar o litoral Atlântico, até fechar o circulo e recontatar, no século 17, seus parentes na Amazônia.

Na área do atual Rio Grande do Sul, os guaranis ocuparam as terras férteis do rio Uruguai até o litoral, impondo aos outros grupos existentes, sua cultura e seu modo de ser. Viviam em aldeias coletivas, eram horticultores, conheciam a cerâmica e a pedra polida. Desenvolveram a plantação de muitos vegetais nativos - comestíveis e medicinais- nas suas roças em meio à floresta.

Entre as contribuições que legaram para o povo gaúcho, estão os termos lingüisticos, entre eles os nomes de rios, localidades e da fauna e flora; o folclore com suas lendas, cantos e brincadeiras; o cultivo de inúmeras plantas; alguns hábitos alimentares como o churrasco e o chimarrão; os caminhos que deram origens as atuais estradas, etc.

Foi junto à estas comunidades indígenas, que os jesuítas desenvolveram o projeto da conquista espiritual, a serviço da Coroa espanhola. As Missões Jesuíticas representaram uma das formas de colonização na América, com a dupla função de assegurar territórios conquistados e catequizar os povos nativos. Para tanto, foi fundada a Província Jesuítica do Paraguai, estruturando maneiras peculiares de apropriação rural e urbana, através de um sistema social cooperativo que desenvolveu-se durante o século XVII e meados do século XVIII em uma vasta área hoje pertencente ao Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No período de pleno desenvolvimento foi criada uma rede com mais de 30 povoados, além de estâncias, ervais, invernadas, etc. Todas as estruturas eram interligadas por estradas, formando uma complexa malha viária, com as mais diversas funções.

O encontro de duas culturas diferenciadas, a guarani e a européia, deu origem a um novo modo de ser, o missioneiro, desenvolvido com base em uma rígida organização social e econômica que os destacou no contexto colonial. A originalidade da cultura guarani, alicerçada no solidarismo e reciprocidade encontrou nas inovações técnicas trazidas da Europa, como a escrita, imprensa, metalurgia, arte e arquitetura barroca, as condições ideais para o grande desenvolvimento alcançado.

As disputas e interesses políticos entre Portugal e Espanha determinaram as guerras Guaraníticas (1754-1756), a expulsão dos jesuítas da América (1767-68) e a conseqüente decadência das Missões. Os índios missioneiros, revoltados com as ações das cortes ibéricas e sem o apoio dos padres jesuítas, aos poucos abandonaram os povoados dispersando-se pelo território platino. E a floresta tomou as cidades abandonadas, e toda a experiência desenvolvida em 150 anos ruiu junto às paredes de pedra e barro.

O Caminho das Missões Jesuítico-Guarani, propõe uma jornada de auto conhecimento e de contato com a realidade do passado missioneiro, percorrendo parte das antigas estradas dos jesuítas e guaranis. E mais que tudo, propicia uma integração com o atual povo das Missões, que encanta por sua hospitalidade, autenticidade e solidariedade, fazendo desta peregrinação um motivo muito forte para tornar possível a busca da "Terra Sem Males" em um sonho realizável no interior de cada um".

O Caminho das Missões é um roteiro de caminhadas pelas antigas estradas missioneiras que ligavam as Reduções Jesuítico-Guarani. O percurso parte do município de São Borja, local da 1ª Redução Jesuítica dos 7 Povos das Missões e terra dos Presidentes, passando por várias comunidades, fazendas, estâncias, sempre próximo ao rio Uruguai, divisa com a Argentina. O trajeto segue pelo município de Garruchos que possui uma natureza exuberante. Ao longo do trajeto estão três Patrimônios nacionais: Sítios arqueológicos de São Nicolau (no município de São Nicolau), São Lourenço (em São Luiz Gonzaga) e São João Batista (em Entre-Ijuis), e um Patrimônio da Humanidade, São Miguel Arcanjo no município de São Miguel das Missões, além de dezenas de outros atrativos culturais e naturais. A chegada se dá sempre em Santo Ângelo em frente a Catedral Angelopolitana.

http://www.caminhodasmissoes.com.br/

Sei que ficou um pouco extenso, mas é muito interessante e mais do que ler, vale a pena conhecer.

Nós não estamos ganhando nada com estas referências, apenas a divulgação dos atrativos naturais e da bela hístória do Povo Gaúcho.

Seria um ótimo começo!

Postado por Alexandre Lopes

criado por anali.menezes    15:01 — Arquivado em: Sem categoria

O Acampamento Encantado

Eu gostaria de começar este post relatando como teria sido bom a nossa primeira experiência em um camping, mas como ja diz o título do post: parece que este é o "Acampamento Encantado"!

Sempre que decidimos acampar, acontece alguma coisa e temos que adiar a nossa estréia!

Mas tudo bem, agora em julho ninguém nos segura.

Vamos as novidades:

Compramos dois sacos de dormir da náutika (Viper), depois de termos conversado com amigos da comunidade Camping Brasil do Orkut (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=36067). Pensávamos em levar cobertas pra usar com o colchão que ja havíamos comprado, mas percebemos que teríamos que carregar um grande volume, pois cobertores além de pesados, são em geral, grandes. Mais uma vez fomos as pesquisas nos sites que vendem esses artigos e encontramos esse modelo que atende as nossas necessidades, pois ele mantém a temperatura do corpo até 5°C, o que é o ideal visto que não pretendemos escalar o himalaia ou o K9 (pelo menos ainda!).

Grande Abraço aos Amigos!

Postado por Alexandre Lopes

Acessem também outros blogs sobre iniciantes e veteranos em camping :

http://www.atrapalhadosnoacampamento.blogspot.com/

http://rebunazona.blogger.com.br

http://www.ocampista.com.br

 

criado por anali.menezes    14:26 — Arquivado em: Sem categoria
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